Trabalhos qualificam alunos para o mercado de trabalho
Renan Imbe sempre gostou de fotografia, mas a partir da disciplina de multimídia e tratamento de fotos, percebeu que tinha uma grande sensibilidade para reparar em nuances que resultam em fotos diferenciadas.
Samuel Matté Madalozzo só fotografava com a máquina no automático e, com o passar do tempo, percebeu que tinha um grande talento para a fotografia.
São dois exemplos de acadêmicos do curso de Design da FAE que mostraram grande evolução à medida que foram adquirindo conhecimento no curso. Renan fotografou o prédio do Senac em Erechim e a qualidade da fotografia chamou tanto a atenção da instituição, que comprou os direitos. “No curso, a gente vai aprendendo que fotografia é 50% técnica e 50% emoção e sensibilidade e isso é bom porque o designer precisa desenvolver este aspecto,” diz. Samuel aprendeu que transformar fotografia em arte exige dedicação. Em uma das ocasiões, repetiu a foto mais de cem vezes para chegar ao resultado esperado. “A gente vai fazendo pesquisas, vai aprendendo a técnica, percebendo ângulos diferentes e isso aguça a sensibilidade”, avalia.
O professor Walmor de Paula, destaca que o designer deve ter o cuidado com o que quer e como irá transmitir determinado conceito, o que passa pela percepção da forma do ponto de vista técnico e sensorial. “O que é o mundo na atualidade? É um conjunto de informações que estão disponíveis para todos, mas essas informações somente são úteis quando se consegue colocá-las em prol de alguma coisa. Isso que os alunos estão desenvolvendo é a técnica filtrada e aplicada”. A coordenadora do curso Ana Hilesheim salienta que este contato com a arte é importante para que os acadêmicos comecem a definir um estilo de trabalho. “A faculdade tem a função de transmitir a técnica, mas o professor tem o papel fundamental de descobrir quais são os maiores potenciais destes alunos e isso acontece ainda na faculdade. O que vemos é que acadêmicos bem estimulados se tornam profissionais mais completos”, disse. Abaixo, Samuel e algumas de suas fotos.
Avanço na teoria, progresso na pratica: Há três anos, Renan Wiliam Pereira Leite trabalhava no setor de protótipos de uma empresa. “ Modelava aquilo que os outros criavam”,como ele próprio define. Hoje, faz parte da equipe de designers, embora ainda não tenha concluído o curso. Aplica diariamente os conhecimentos da faculdade no trabalho, numa verdadeira imersão no mundo do design. Seis meses depois de começar o curso, Renan já passou a assumir trabalhos de maior responsabilidade na empresa. “ A evolução é notória: hoje Renan assume responsabilidade em projetos com grau de complexidade e nível de importância maior”, diz o professor Walmor, que é colega de Renan na equipe de designers. “ É muito bom perceber que um aluno em fase de formação já atingiu este nível, que muitos, por não terem contato com a prática durante o curso, só irão atingir muitos anos depois de formados”, avalia a coordenadora.